ÁMEM urgente. Efeitos da lei da mordaça parte 1: ausência do reajuste salarial

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Por ÁMEM-MG Associação dos Militares Estaduais de Minas Gerais

 

Se nos governos anteriores a transferência silenciosa e sumária foi instrumento de vingança e exemplo instantâneo da ausência do direito à críticas ou mesmo ao direito constitucional da opinião, o atual comando, sob jugo do governo do PT usa este instrumento como ninguém jamais usou.

Nas redes sociais o pessoal da reserva reclama o salário parcelado e lembra da ausência de reposição das perdas durante esse governo. Muitos não se lembram mas o Governador Fernando Pimentel anunciou o parcelamento logo no primeiro mês do seu mandato, ao contrário de tudo que havia prometido em campanha. Ato falho, foi desaconselhado pelos seus secretários e organizou o ano de 2015 para anunciar o vergastado parcelamento no início de 2016.

Já são mais de dois anos que nós militares temos que fazer equilibrismo com contas mensais, juros e multas por atrasos, mas de boca fechada porque jamais se viu tamanho patrulhamento nas redes sociais com transferências e abertura de procedimentos administrativos por postar, comentar ou mesmo curtir manifestações espontâneas de insatisfação.

É fato que certos direitos do militar são mitigados frente às necessidades da hierarquia e da disciplina, mas isso não significa que não se pode reprovar atos lesivos a sua economia e sobretudo contra sua dignidade e da própria família. Não nos parece indisciplina a manifestação social de um descontentamento, pelo contrário deveria servir para informar sobre motivação da tropa, como antigamente.

Fato que o atual comando não deixará saudades e que muitos já contam os dias do ano para ficarem livres do governo e dos seus apoiadores.

Fato também que o excesso de zelo com governo deixará para trás algumas questões a serem discutidas judicialmente, afinal nem tudo é permitido, nem mesmo para semideuses donos momentâneos da PMMG.

Sobre reajuste salarial e perda do poder de compra, não parece ser preocupação do atual comando. Só da tropa da reserva que tem ainda alguma liberdade para criticar enquanto a tropa da ativa deve ficar calada sob risco dos “presentes” instantâneos. Pessoal da reserva deve ter sensibilidade para não criticar a ativa como vem ocorrendo, estão todos sob forte pressão dos BGPMs, recheados de transferências imotivadas como no caso do PM de Viçosa, silenciado apenas com atestados e licenças médicos, como tantos outros casos de PMs que pararam de produzir por terem adoecido.

Por outro lado não se observa dos representantes políticos um único gesto no sentido de conseguirem apoio parlamentar para a discussão do reajuste. Manifestações são importantes, mas existem outros mecanismos para cobrar o que é nosso. A ÁMEM recomenda uma “enxurrada” de emails e mensagens a todos os Deputados Estaduais, lembrando do ano eleitoral. E após a data fatal em abril o início da maior campanha já vista contra o partido dos trabalhadores e seu principal representante no Estado.

Associação dos Militares Estaduais de Minas Gerais-ÁMEM-MG

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