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Após divulgação da escala de pagamento, segurança pública ameaça parar na capital mineira. Policiais Civis pararam o Detran nesta segunda-feira(10).

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Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias –   Jane Huscher

Um grupo de policiais civis mineiros protesta na manhã desta segunda-feira (10) na unidade do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) na Gameleira, região Oeste de Belo Horizonte. Os agentes fecharam o prédio e interromperam os serviços por volta das 8h30 para protestar contra as mudanças na escala de pagamento dos servidores e a falta de definição sobre o pagamento do 13º salário.

Aline Risi, diretora do Sindicato dos Escrivães e da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis, contou que a pretensão da categoria é paralisar gradativamente os serviços até que haja diálogo com o Governo de Minas Gerais. “Começamos com o Detran da Gameleira, onde são realizados os serviços de registros, e vamos continuar até que o governador converse com a gente e resolva a situação, podendo chegar até a paralisar as unidades policiais”, contou.

Os protestantes montaram barricadas no local e fecharam todas as portarias do prédio. Os primeiros manifestantes chegaram por volta das 8h e há uma nova chamada para os agentes às 13h, quando Aline espera que mais policiais se juntem ao grupo. Os funcionários do Detran que estão dentro do prédio também não estão trabalhando.

A principal insatisfação da categoria que levou ao protesto é a mudança na escala de pagamento divulgada pelo governo do Estado na última sexta-feira (7). O valor da primeira parcela, que antes era de R$ 3 mil, foi ajustado e passa a ser R$ 2 mil, a serem pagos na próxima quinta-feira (13) aos servidores, incluindo os policiais. O restante será depositado no dia 28 de dezembro.

Outro ponto de conflito é a indefinição sobre o pagamento do 13º salário. Quando divulgou a escala, a Secretaria do Estado de Fazenda (SEF) ainda afirmou que deve realizar uma reunião na próxima sexta-feira (14) para discutir o pagamento do décimo terceiro.

“Além de policiais, somos cidadãos que têm famílias para cuidar, contas para pagar, vamos passar o Natal em necessidade. É uma falta de respeito do governo nos tratar assim”, argumentou a diretora dos sindicatos.

A SEF foi procurada pela reportagem e reenviou as informações sobre a escala de pagamento. O órgão ainda reforçou que a escala foi montada com base no fluxo de caixa do Tesouro Estadual.

Além da Polícia Civil, o clima de insatisfação com a política de pagamento do governo estadual também desagrada a Polícia Militar e outras entidades da segurança pública mineira. A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra) já se movimenta para discutir formas de se mobilizar contra a escala de pagamento.

O sargento Marco Antônio Bahia, presidente da Aspra, disse que nesta segunda-feira (10) e na terça (11) a categoria vai se reunir para discutir os próximos passos e considera uma mobilização unificada das forças de segurança pública do Estado. “Hoje vamos reunir algumas entidades da nossa classe e amanhã conversaremos com os sindicatos e entidades da Polícia Civil. Não descartamos paralisação dos serviços caso nossas reivindicações não sejam atendidas”, contou.

Segundo a assessoria da Aspra, ainda não há nesta segunda-feira nenhuma alteração nos serviços ou o que a categoria chama de “Operação Tartaruga”, quando os policiais trabalham com efetivo mínimo.

Outra entidade que representa os militares, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais entrou com uma ação na Justiça para tentar garantir o pagamento dos vencimentos dos militares. O pedido foi acatado pelo desembargador Armando Freire, que decidiu na sexta-feira (7) intimar o Governo do Estado a prestar esclarecimentos sobre o pagamento do 13º salário dos servidores estaduais. A medida impetrada pela AOPMBM ainda pedia a suspensão dos pagamentos a fornecedores até que os salários do funcionalismo público sejam regularizados.

A assessoria da entidade afirmou que o governo ainda não foi notificado, mas quando for, tem até 72 horas para se manifestar.*colaborou Hoje em Dia.

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