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Crime ambiental: autoridades federais investigam o aparecimento de uma substância no mar que se espalhou por uma área equivalente a mais de 200 campos de futebol entre quatro cidades do litoral de São Paulo.

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Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias –  edição Jane Huscher

As autoridades federais investigam o aparecimento de uma substância no mar que se espalhou por uma área equivalente a mais de 200 campos de futebol entre quatro cidades do litoral de São Paulo. A suspeita inicial é que tenha ocorrido descarte irregular de fertilizante por um navio que aguardava para atracar no Porto de Santos, o principal do país.

A mancha foi localizado na linha d’água, nesta quinta-feira (10), por uma equipe da Receita Federal durante patrulhamento marítimo nos fundeadouros – local onde os navios aguardam para acessar o cais. Houve o alerta ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que mobilizou a Marinha e a Polícia Federal.

As equipes prontamente descartaram a possibilidade de um fenômeno natural ao constatar que havia material particulado, ainda não identificado, além de odor característico na água. Amostras foram colhidas para identificar o real teor poluente da substância, assim como a possível procedência dela.

Segundo Alabarce, as equipes levaram cerca de 10 minutos, em baixa velocidade no mar, para atravessar a mancha, a quase 10 quilômetros das praias da região. Pelas coordenadas registradas, estima-se que o material tenha se espalhado por área aproximada de dois quilômetros quadrados entre as cidades de Guarujá, Santos, São Vicente e Praia Grande.

A embarcação, de bandeira da República de Chipre, ficou impedida de acessar o complexo portuário enquanto ocorria a fiscalização na região da Barra de Santos. Os inspetores da Marinha, os agentes do Ibama e os policiais federais vão vistoriar os porões da navio ao longo do dia para descobrir se a liberação do resíduo realmente partiu dele.

Em 28 de dezembro, as autoridades Ambiental e Marítima iniciaram a ‘Operação Descarte’ para coibir o despejo ilícito de resíduos e qualquer outra substância no mar a partir dos navios que aguardam para acessar o Porto de Santos. Na ocasião, a tripulação de um navio panamenho foi flagrada cometendo o crime ambiental. A multa pela autoridade Ambiental, pode variar de R$ 5 mil até R$ 50 milhões. A autoridade marítima não estipulou o valor.

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