Deputado Sargento Rodrigues opina sobre a questão das ocorrências

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COMANDANTE-GERAL DA PM OFICIALIZA PROIBIÇÃO À MAQUIAMENTO DE OCORRÊNCIAS

Como representante de classe que sou, há quase 20 anos, eleito legitimamente por milhares de pessoas que confiaram a mim o seu voto de confiança, é com muita tranquilidade que reafirmo a denúncia que fiz sobre manipulação no registro de ocorrências, com o objetivo de maquiar os índices de criminalidade no Estado. A matéria, publicada pelo jornal O Tempo desta quarta-feira (04/07/18). A resposta publicada pelo Comandante-geral, Coronel Herbert Figueiró que, vale ressaltar, ocupa este cargo por escolha do Governador Fernando Pimentel e não por voto voluntário daqueles que ele comanda, é a mais previsível possível. Segue a linha de alinhamento político que também venho denunciando, há tempos. Não poderíamos esperar dele outra postura, a não ser a de se esquivar da responsabilidade e transferir culpas.

É importante esclarecer que, ao denunciar tais procedimentos, em momento algum coloco em dúvida a idoneidade e o esforço da tropa, muito pelo contrário. O questionamento é exatamente sobre a postura de comandantes que coagem, ameaçam e punem seus comandados, seguindo à risca as ordens deste governo, na tentativa de melhorar o desempenho pífio da atual administração e de iludir a população, principalmente agora, que as eleições se aproximam. Até porque, as denúncias têm sido a mim trazidas pelos próprios policiais, que estão se sentido indignados por serem obrigados a mudarem a tipificação do crime. Sou apenas o porta-voz da tropa, mesmo que isso incomode tanto uns e outros!

*A PARTE BOA DO DOCUMENTO PUBLICADO PELO COMANDANTE-GERAL É QUE, DE FORMA OFICIAL, RESOLVE PARTE DO PROBLEMA. DE AGORA EM DIANTE, OS POLICIAIS NÃO MAIS PRECISAM OBEDECER ORDENS DOS SEUS COMANDANTES PARA ALTERAR REGISTROS DE OCORRÊNCIAS, POIS ESTÃO AMPARADOS NA AFIRMAÇÃO DO CORONEL HELBERT FIQUEIRÓ DE QUE, POR ORDEM DELE, É TERMINANTEMENTE PROIBIDO TAL PROCEDIMENTO. NOSSA DENÚNCIA JÁ SURTIU EFEITO E RECOMENDO, A TODOS OS POLICIAIS DA LINHA OPERACIONAL, QUE IMPRIMAM TAL DOCUMENTO E ANDEM COM ELE NO BOLSO PARA QUE NÃO HAJA DÚVIDA, CASO ALGUM COMANDANTE INSISTA EM MANTER AS MAQUIAGENS.*

Vale ressaltar que hoje, após a publicação da entrevista que dei e consequente resposta do comando, não param de chegar novas denúncias. O telefone, o e-mail do meu gabinete, os celulares dos meus assessores, bem como nossas redes sociais estão lotadas de relatos, inclusive de formas de maquiagem que ainda desconhecíamos. Além da já relatada alteração da tipificação do delito, há também denúncias de ocorrência aberta pelo Copom, na parte da manhã, de um furto na região central de BH, por exemplo, que só é encerrada no final do dia. A ela vão sendo agregados todos os outros chamados semelhantes do dia, como se fosse crime continuado praticado pelo mesmo autor, que, ao final, não é detido nem nominalmente identificado. Outra novidade é quando um cidadão se entrega voluntariamente, por descobrir que há um mandado de prisão em seu nome, e o comandante da companhia manda a guarnição registrar como se tivesse efetuado a prisão após abordagem na rua.

As denúncias não param de chegar, acompanhadas da afirmativa de que há provas documentais. São homicídios virando encontro de cadáver, roubos transformados em extorsão, assaltos a ônibus – à mão armada – registrados como crime contra o patrimônio deixando de citar que fora um roubo, dentre tantos outros, que não preciso ficar detalhando, pois ninguém melhor que os próprios policiais conhecem quais são os mecanismos de maquiagem.

Senhor Comandante-geral, são estas as respostas ao questionamento sobre como explicar a “expressiva redução dos crimes de homicídio” feito em sua nota. É assim, Coronel Herbert Figueiró, que se explica esta e outras reduções estatísticas que só o Governo e o Comando percebem e insistem em gastar dinheiro com publicidade para tentar melhorar a imagem pública, enquanto a população vive, na prática, o crescimento da violência e da sensação de insegurança em todo o Estado. Caso ainda haja dúvidas, basta assistirem ao vídeo gravado em agosto de 2017, durante audiência pública na Assembleia Legislativa, quando o Promotor Henrique Nogueira também denuncia a manipulação no registro de ocorrências, narrando, inclusive, fato acontecido com ele próprio.

Sobre os questionamentos feitos em relação a minha atuação parlamentar, poderia até achar que o Coronel Herbert Figueiró os tenha feito por não conhecer meu trabalho, mas sabemos todos que ele conhece e muito bem. Afinal, tem uma equipe montada para monitorar todos os meus passos, da vida parlamentar e pessoal, com objetivo de produzir ataques contra minha honra e imagem, método já conhecido por toda a tropa também. Fato é que chega a ser cômica a tentativa de me atacar alegando que não viram atitudes deste parlamentar quando destacamentos do interior estavam sem efetivo, com viaturas sem condição de uso, quando não havia treinamento para a tropa ou quando o real aumento da violência em Minas era divulgado, sem maquiagens.

Prezado Coronel Helbert Figueiró, sugiro que cobre da sua equipe de inteligência relatórios sobre os vídeos dos meus pronunciamentos, as notas taquigráficas, os registros feitos em meu site e redes sociais nos últimos 19 anos, para que possa conhecer melhor meu trabalho. Caso haja alguma dificuldade para tal levantamento, posso lhe enviar os informativos publicados ao longo dos 5 mandatos por mim exercidos. Um simples bate papo com seus comandados também será bastante elucidativo. Adianto, inclusive, que “descobrirá” que todos seus colegas do Alto-comando desfrutam hoje de inúmeras conquistas alcançadas graças a minha atuação política. Não precisam me agradecer; afinal, representar e defender o povo mineiro e cumprir com os compromissos assumidos com meus eleitores é minha obrigação e a cumpro com muita dedicação e prazer!

Enfim, como já dito acima, a denúncia já cumpriu parte de seu objetivo. Volto a recomendar a todos que atuam na área operacional tomem conhecimento da ordem do Comandante-geral, proibindo que sejam alterados os registros de ocorrência e andem com o documento no bolso da farda, para mostrar aos seus comandantes, caso sejam coagidos a fazê-lo! Agora, só faltam apurarem as denúncias, punirem os culpados e corrigirem os índices. Pena que esta atitude provavelmente não veremos antes do final deste ano e do desgoverno do PT em Minas! Sorte do povo mineiro que este pesadelo já está acabando…

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