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Em um embate antigo na justiça, a Minas Arena, concessionária que administra o Mineirão, pediu o bloqueio de R$ 12,085 milhões nas contas do Cruzeiro

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Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias – edição Jane Huscher

Em um embate antigo na justiça, a Minas Arena, concessionária que administra o Mineirão, pediu o bloqueio de R$ 12,085 milhões nas contas do Cruzeiro devido a despesas não pagas pelo clube referente aos jogos disputados no estádio entre 2016 e 2017, ainda na gestão de Gilvan de Pinho Tavares.

De acordo com a Minas Arena, a cobrança foi efetivada pela justiça na última sexta-feira (1º). “O valor se refere ao reembolso de 70% dos custos operacionais das partidas referentes aos anos de 2016 e 2017, tais como segurança, limpeza, brigadistas, dentre outros”, informou a concessionária.

Em nota, o Cruzeiro informou que “tomou conhecimento do ajuizamento da ação via imprensa” e que ainda não foi citado. Por isso, o clube só irá se pronunciar quando estiver ciente de todos os detalhes.

No entanto, a concessionária afirma que o clube já sabe da cobrança. “A diretoria do Cruzeiro já estava ciente deste ajuizamento, pagou parte das despesas do ano de 2018 e conversa com a administração do Mineirão sobre a quitação de 70% dos custos relativos ao ano passado, conforme previsto em contrato”, disse em nota.

Pelo contrato firmado com a Minas Arena, o Cruzeiro precisa arcar com 70% das despesas do Mineirão em dia de jogos do clube, enquanto a concessionária paga os outros 30%. Mas o imbróglio começou depois que o Atlético jogou no estádio a final da Libertadores em 2013 contra o Olimpia-PAR e não pagou nenhuma taxa. Na época, Gilvan de Pinho Tavares avisou que deixaria de pagar as despesas.

“Isso é uma questão jurídica que vamos colocar com a Minas Arena. Se eles ofereceram uma condição para o Atlético jogar sem a necessidade de pagar despesas como limpeza, taxa de segurança, água e luz, esse direito foi transferido para o Cruzeiro. Porque, no contrato que firmamos com a Minas Arena, há uma cláusula de que qualquer benefício dado a outro clube que usar o Mineirão, o Cruzeiro fará jus a ele”, declarou Gilvan na época. “Não vamos pagar essa taxa a Minas Arena porque passamos a ter esse direito. Se eles acharem que não, vamos discutir na justiça”, completou.

A primeira cobrança judicial da Minas Arena ocorreu em março de 2016, quando a concessionária exigiu do Cruzeiro o pagamento de R$ 9 milhões. Desde junho daquele ano, o clube celeste destina 25% da renda líquida dos jogos disputados no estádio para o pagamento da dívida. Em março de 2018, a cobrança foi suspensa por 30 dias.

Confira a nota da Minas Arena:

Com relação a judicialização da cobrança no último dia 1º, o Mineirão informa que o valor se refere ao reembolso de 70% dos custos operacionais das partidas referentes aos anos de 2016 e 2017, tais como segurança, limpeza, brigadistas, dentre outros. Já estavam ajuizadas as dívidas referentes aos anos de 2013, 2014 e 2015. Reuniões periódicas acontecem com o clube para tratar esta questão. A diretoria do Cruzeiro já estava ciente deste ajuizamento, pagou parte das despesas do ano de 2018 e conversa com a administração do Mineirão sobre a quitação de 70% dos custos relativos ao ano passado, conforme previsto em contrato. O Mineirão espera que a questão seja solucionada o mais breve possível e se orgulha de oferecer uma das operações mais eficientes do país, proporcionando excelentes resultados financeiros aos clubes que aqui jogam.

Veja a nota do Cruzeiro:

O Cruzeiro tomou conhecimento do ajuizamento da ação via imprensa, pois ainda não foi citado. Dessa forma, o Clube se manifestará oportunamente sobre o caso, quando for ciente de todos os detalhes.(com Itatiaia)

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