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Especialistas alertam para novo surto de dengue em Minas Gerais

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Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias – por Jane Huscher

Metade dos municípios do estado de Minas Gerais estão em alerta para o risco de surtos de dengue, chikungunya e zika. O período chuvoso vai de outubro a março e nessa época, os criadouros do mosquito aumentam. Os dados são do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti), que acaba de ser divulgado pela SES-MG (secretaria de estado de saúde) e teve como referência o mês de Abril deste ano.

112 cidades mineiras estão em situação de risco, o que equivale a 13% de todo o estado. Isso significa que se formos traduzir proporcionalmente, a cada 100 imóveis vistoriados pelas equipes de vigilância sanitária, 4 apresentaram larva do mosquito.

Na capital, os focos foram localizados principalmente em vasos de plantas e em recipientes como garrafas e plásticos.

O quadro preocupa. “Os números mostram proliferação dos focos do mosquito pelo Estado. Ele sinaliza a possibilidade de surtos das doenças transmitidas pela picada do Aedes”, afirma o virologista Flávio Guimarães.

Apenas em 2018, já foram registrados me Minas, 22.454 casos de doenças pela picada do aedes aegypti, sendo 8.667 com chikungunya e 222 zika vírus.

A infectologista Silvia Hees acredita que o principal problema é a falta falta de cuidado das pessoas, que não eliminam os focos. “O risco de transmissão está diretamente ligado ao grande número de focos. Portanto, é essencial uma mudança de comportamento para que novas epidemias não apareçam”, coloca.

A cidade de Montes Claros, foi a que mais chamou atenção em todo o estado. Lá, o número de pessoas com registro de  dengue triplicou. Foram computados do mês janeiro até ontem (11), 585 casos de dengue. Durante todo o ano de 2017, foram 207 casos. Isso significa que a situação poderá piorar ainda mais, se os focos não forem eliminados.

O coordenador do CCZ (centro de controle de zoonoses) de Montes Claros, Flamarion Cardoso, disse que o carro “fumacê” está indo em todas as regiões da cidade, mas que as pessoas também precisam colaborar com a eliminação dos focos. Apenas no Norte de Minas, 44 cidades correm risco de epidemia. Flamarion disse também que o armazenamento de água em tambores é um dos principais causadores da proliferação do mosquito por lá. Diz ele: “Uma situação que contribui muito para esses altos índices é o racionamento de água que Montes Claros vem enfrentando. As pessoas têm o costume de armazenar a água em tambores e caixas sem tampa”.

Lembrando sempre que os principais cuidados para evitar e combater o foco do mosquito, são: guardar as garrafas sempre viradas para baixo; encher de areia ou terra os pratinhos de vasos de planta; joguar no lixo qualquer objeto que possa armazenar água; manter bem tampados, baldes, tonéis, piscinas e caixas d’água e guardar pneus ao abrigo da chuva e da água;

 

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