Notícias

Frequentadores desconfiam da reforma da Praça da Liberdade: menos árvores? Para onde foi o dinheirão gasto?

  • Nenhum comentário

Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias –  edição Jane Huscher

Passados alguns dias da reinauguração da tradicional Praça da Liberdade, a reforma que custou R$ 5,2 milhões aos cofres públicos não caiu nas graças da população. As reclamações variam, mas a principal está sempre presente: a sensação de que o número de árvores diminuiu e, consequentemente, existe menos sombra no espaço. O Iepha-MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais), responsável por essa mudança no ponto turístico, se defende e garante que existe uma quantidade maior de árvores do que anteriormente.

Nos últimos dias, as redes sociais foram invadidas por reclamações e questionamentos sobre as mudanças na Praça da Liberdade. “Eu é que não sou detalhista ou não mudaram nada na Praça da Liberdade depois de 6 meses de reforma?”, escreveu um belo-horizontino no Twitter. O BHAZ resolveu, então, ir ao ponto turístico da capital mineira para escutar quais são as impressões dos frequentadores e mostrar, por fotos, algumas mudanças para quem ainda não conseguiu visitá-lo.

A enorme maioria reprovou. Os estudantes Letícia Oliveira, Mariana dos Santos e Daniel Axel, por exemplo, frequentam a praça rotineiramente, e ficaram insatisfeitos com as intervenções. “Nem parece que o espaço foi reformado. Tiraram as árvores, estamos sem sombras”, disse Mariana. Daniel foi mais enfático: “Parece que pegaram o dinheiro e gastaram com outra coisa”, questionou.

O Iepha-MG, de fato, admite ter retirado espécies porque, segundo o instituto, estavam “doentes, apresentando cupins e ratos em suas raízes”. Outras, ainda, estavam velhas e corriam o risco de caírem em cima das pessoas. A PBH fez coro ao instituto e disse que “todo o trabalho de poda e supressão foi feito conforme laudos técnicos especializados e sob orientação do Iepha que também é o responsável pelos outros aspectos da reforma”.

Apesar da retirada, o Iepha-MG afirma que houve o replantio daquelas suprimidas e que novas foram plantadas. “No total, foram substituídas 32 árvores e acrescidas outras 19 espécies e nove palmeiras”, afirma, por nota. A Praça da Liberdade foi interditada em julho e reinaugurada no início deste mês. O custo da obra ficou em torno de R$ 5,8 milhões, sendo que as ações de revitalização paisagística realizadas com recursos da Vale, por meio de termo de compromisso, somam R$ 2,6 milhões. A iluminação ficou sob a responsabilidade da PBH, que investiu R$ 3,2 milhões.*colaborou Bhaz

árvores aspectos custo doentes escreveu espécies frequentadores impressões instituto laudos liberdade mês mudanças mudaram orientação paisagística pessoas plantadas portal das gerais praça reforma reformas reinaugurada revitalização segurança pública Minas Gerais policia civil MG portal das gerais rede gerais de radio sobras sombras surpressão técnicos trabalho