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Juan Guaidó, presidente autoproclamado da Venezuela afirmou que não poupará esforços para restabelecer a democracia com o Brasil

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Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias –  edição Jane Huscher

Em entrevista coletiva após encontro no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 28, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ao autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que o Brasil não poupará esforços para restabelecer a democracia no país vizinho, mas frisou que tudo se dará respeitando a Constituição e com convocação a “eleições livres e confiáveis”.

“Nós não pouparemos esforços dentro da legalidade, da Constituição e de nossas tradições para que a democracia seja restabelecida na Venezuela”, afirmou Bolsonaro. “E todos nós sabemos que isso será possível através, não apenas de eleições, mas de eleições limpas e confiáveis”, completou.

Bolsonaro disse ainda que Guaidó, reconhecido como presidente em exercício da Venezuela pelo Brasil e outros 50 países, é “uma esperança” no processo de recuperação da democracia. “Conte conosco. Deus é brasileiro e venezuelano”, completou ao final de seu pronunciamento.

Guaidó agradeceu a “determinação do Brasil em defender valores fundamentais como democracia e liberdade e também em olhar para o futuro” do nosso país. Também disse que o encontro desta quinta no Planalto-feira marca um “novo começo” na relação entre Brasil e Venezuela.

Quando perguntado se não temia por sua vida ao voltar à Venezuela, reconheceu que existe um risco, mas garantiu que não deseja deixar o medo paralisá-lo.

“É claro que é há um risco, inclusive de vida, no exercício da política na Venezuela, mas também temos um dever”, afirmou. “Entregamos nossa vida ao serviço de um país. Quero estar com nossa gente”.

De acordo com Gauidó, há hoje 300.000 pessoas em risco de vida na Venezuela. Esses venezuelanos, segundo ele, não puderam nem contar com a entrega da ajuda humanitária internacional ao país, que foi bloqueada pelo regime de Maduro que fechou as fronteiras com a Colômbia e com o Brasil, por onde passariam os caminhões com as doações.

“Na Venezuela existe um dilema entre democracia e ditadura, entre miséria e morte de nossa gente por fome e a prosperidade”, afirmou, garantindo que pretende voltar a Caracas até segunda-feira, 4, apesar das ameaças de Nicolás Maduro.

Guaidó afirmou ainda que a Venezuela quer recuperar o intercâmbio comercial com o Brasil, o desenvolvimento da Amazônia e o respeito aos indígenas.

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