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Leia: Coluna do Presidente da Associação Mineira de Cronistas Esportivos, Luiz Carlos Gomes

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TOQUE DE PRIMEIRA

* Luiz Carlos Gomes – Comentarista esportivo

E a copa vai descendo o morro, tomando conta dos corações apaixonados pelo futebol e até mesmo daqueles que não gostam tanto, mas que não se furtam de dar uma olhadinha nos jogos. A copa desperta rivalidades e ao mesmo tempo une os mais diferentes povos numa só direção. A direção da bola.

Copa do mundo é bem mais do que um torneio esportivo. Na verdade é uma grande festa. Uma enorme confraternização.

Fruto do sonho de um idealista chamado Jules Rimet, que assumiu o comando da FIFA em 1928 e criou o evento em 1930. Nasceu de um divórcio quase amigável entre a entidade maior do futebol e o comitê olímpico internacional, fazendo surgir a separação entre o esporte amador e o profissional. A partir daí, a copa vem atravessando o tempo indiferente as crises econômicas, ideologias políticas e fenômenos da natureza. É sempre um imenso sucesso de público, independente do sexo, da raça, da idade, da religião, condição social ou cultural. Do mais humilde analfabeto ao mais poderoso intelectual não existe quem consiga se imunizar das emoções dos jogos de uma copa, especialmente quando sua pátria corre atrás da bola.

É um evento magnifico, fantástico, forte. Ocupa os principais espaços da mídia, tanto da tradicional, como das modernas ferramentas tecnológicas a serviço da comunicação. É assunto dominante em todas as rodas de conversas.

No passado distante, a competição era considerada coisa de homem. De uns tempos para cá as mulheres entraram na roda, dominando o tema com impressionante propriedade. O mesmo acontece com as crianças e jovens.

A velocidade dos meios de comunicação, com suas incríveis coberturas jornalísticas, utilizando recursos tecnológicos impressionantes, tornou fácil conhecer e até torcer por times ou jogadores de todos os lugares, independente da distancia ou da língua.

Por tudo isso, copa do mundo deixou de ser apenas uma competição esportiva e se transformou num imenso e lucrativo negocio. Atrai os maiores patrocinadores, alavanca o turismo, movimenta vários setores da economia, gera trabalho, renda e obriga os países sede a promoverem investimentos diversos, girando montanhas de dinheiro. Infelizmente provoca também muita corrupção por onde passa.

Mas é sem dúvida uma bela festa. Um bálsamo para confortar um pouco os enormes problemas e dificuldades que a humanidade enfrenta, ainda que durante poucos dias.

Interessante é que nos primórdios, a copa era tratada como poesia nascida nos pés dos craques. A transmissão era só pelo rádio e os bravos locutores da época enchiam as mentes curiosas dos torcedores com narrativas empolgantes, folclóricas e com sons distorcidos. Com o tempo e advento de transmissões por vários outros meios, tanto em áudio, como em vídeo, o mistério diminuiu, mas a magia continua a mesma.

Nestes 88 anos de Copa do Mundo, em 21 edições, centenas e centenas de jogadores desfilaram seus talentos pelos gramados do planeta. Verdadeiros mitos que entraram para a história. Mas, segundo várias pesquisas e especialistas, o maior de todos foi Pelé. O eterno Rei do futebol.

Pelé conquistou três copas (58/62/70), foi artilheiro e proporcionou a várias gerações jogadas e gols memoráveis. Atualmente, com 78 anos de idade e completando mais de 40 anos do encerramento da sua gloriosa carreira, Rei Pelé continua sendo reverenciado por jogadores, treinadores, treinadores, jornalistas e principalmente pelos torcedores do mundo inteiro como o melhor de todos. Até mesmo quem não viu Pelé em campo, se emociona ao ouvir sua história ou assistir gravações de suas atuações. Pelé é mais do que um mito, é um Deus do futebol.

Agora estamos vivenciando mais uma copa do mundo. A copa da Rússia. 32 nações disputam o sonho de erguer a taça. A maioria vai ficando pelo caminho. Uma nova geração de craques desfila pelos gramados. O futebol vem mudando sua forma de jogar a cada copa. Vai deixando a poesia e a arte um pouco de lado para privilegiar a força física, as estratégias táticas e outros recursos tecnológicos. Mas apesar de tudo, o talento de alguns jogadores ainda garante o brilho nos olhos dos torcedores.

Os ídolos são outros, não tão mitos como os de antigamente, mas adorados pelas novas gerações, mas é assim que tudo funciona.

A Copa do Mundo segue escrevendo sua história. O que começou apenas com um sonho se transformou numa fantástica e grandiosa realidade.

Estamos acompanhando os grandes jogos, os belos estádios, as festas, as imagens da velha e tradicional terra russa, as comemorações, os choros e até os tombos do Neymar.

Breve um novo campeão do mundo será anunciado.

Quem será?

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