O Cabo Flávio é vilão ou vítima de um sistema que oprime o agente de segurança pública?

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Os crimes que o Cabo Flávio cometeu na ultima segunda-feira, 12 de março, em dois lugares de BH são reprováveis., Isso é um fato..Mas, não estamos analisando a situação com a devida profundidade. Eu o conheço há vários anos e trabalhamos juntos. Afirmo, sem quaisquer dúvidas, que nunca houve desvios de conduta. O Cabo .Flávio Rodrigues do Carmo, que e lotado no 5º Batalhão, está há  12 anos na corporação e sempre se portou de forma honesta. Em suas redes sociais, como o Facebook, sempre postava gravações com a filha em momentos de lazer. É uma pessoa de família. ..

Flávio é  torcedor do Cruzeiro de ir ao Mineirão sempre que podia. Lutou com os colegas em várias ocasiões no Gepar Cabana, TM, GPMOR do 5º BPM..Era atleta. Jogava bola. Disputou o malha de ouro pelo 5º BPM. …

Sua vida seguida normalmente  quando foi diagnosticado com uma grave doença degenerativa. Mas foi um problema que era totalmente controlado com a medicação. houve um pequeno acidente ao volante, mas nada sério. . Não havia relaçao com a doença.

Porém, os especialistas disseram que havia um problema. E o colocaram em tratamento psicológico. Ele foi  sendo afastado das ruas, fazendo serviços internos. Ele precisou de auxílio. A doença o deixara mais frágil emocionalmente, além do desgaste físico. Mas, Flávio mantinha sua vida em rumo certo. Quando era preciso, se afastava por licença. Para se recuperar. Se havia um problema que a própria unidade médica atestou, por que não continuar a ajuda ao invés de aumentar a pressão sobre ele?

O questionamento de superiores e até de colegas sobre as necessidades das licenças médicas, criaram uma questão. “Será que ele realmente precisava se afastar do trabalho? Era necessidade ou apenas um aproveitador da situação?”, diziam alguns detratores. :

A falta de habilidade das pessoas que o cercavam na corporação podem ter ajudado a criar o fato que o fez extrapolar os limites. .Será que a pressão e não compreensão das suas dificuldades pelas pessoas que acompanhavam o caso não o empurraram para essa ladeira de distúrbios? Oferecer ajuda não seria mais lógico, sabendo do cenário, ao invés de ficar omissos na situação? Os especialistas fizeram tudo o que podiam de fato para achar outra saída que não fosse um ato impensado? O sistema que opera a segurança pública não percebe os homens e mulheres que trabalham diariamente para servir. São números. E o sistema quer resultados, mais números. E se esquece de que há pessoas, com demandas e necessidades que são deixadas de lado para atender interesses que nem sempre vão ao encontro do desejo coletivo.

Senhores. Nestes quase trinta anos na corporação, no CSCS e agora na Ascobom, talvez tenha me dado um pouco de experiência para saber separar as coisas e fazer um analise mais fria, serena .O caso do Cabo Flávio está sendo tratado de forma desumana e oportunista.  Que o diga a mídia tradicional, que não perdeu tempo em julgar, acusar e sentenciar.

Veja o exemplo da Rádio Itatiaia.  Ao receber a denúncia dos crimes, não demorou em relatar o fato como o caso do Cabo ladrão.  O trabalho policial deve ser algo simples para alguns jornalistas. Como demonstrou os da Itatiaia. Talvez eles possuam  muitas experiências  para solucionar casos de policiais envolvidos no crime..

Porém na minha experiência, este caso demonstra mais um distúrbio psicológico de um militar que deve ter chegado ao seu limite depois de tantas injustiças e perseguições que  ocorrem, principalmente com a atual gestão estatal…

E sem querer questionar o oficial que deu a entrevista, mas o mesmo se preocupou única e exclusivamente em dar uma resposta que satisfaça a mídia, esquecendo desta possibilidade do militar estar precisando de ajuda e acompanhamento médico. É

assim que acontece. O militar fica mentalmente doente, o comando o abandona igual a um cão sem rumo, a mídia promove o linchamento moral e a sociedade pede a sua condenação. Talvez o militar em questão seja realmente um mau caráter, um assaltante, um ladrão. Mas também, este policial militar possa seja mais um operador de segurança pública vítima da incompreensão da sociedade, de uma mídia sem critérios  e isenção para relatar um fato, além de um governo que gere mau seu maior capital: o humano

. Sargento Alexandre Rodrigues 

 Presidente da Ascobom- Associação dos Servidores do Corpo de bombeiros e Policia Militar de Minas Gerais

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