Notícias

OPERAÇÃO NACIONAL CUMPRE MANDADOS CONTRA QUADRILHA QUE DESVIOU CERCA DE R$ 30 MILHÕES DO BANCO DO BRASIL

  • Nenhum comentário

Ex-funcionários da estatal e donos de empresas terceirizadas são alvos, inclusive em Minas Gerais

A Polícia Civil do Distrito Federal deu início, na manhã desta quinta-feira (9), a uma megaoperação em oito estados e no DF para prender suspeitos de desviar quase R$ 30 milhões do Banco do Brasil entre 2017 e 2018.

Ao todo, a investigação deve cumprir 17 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão em Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e no DF até o fim do dia.

Entre os alvos estão dois ex-funcionários do banco estatal e empresários de 11 empresas terceirizadas que tinham contrato com a instituição financeira para cobrar dívidas de clientes.

 

Aqui no estado

Em Minas Gerais, a Polícia Civil do Estado, que participa da Megaoperação, já cumpriu nesta manhã (9) dois mandados de prisão e três de busca e apreensão em Poços de Caldas, no sul do estado. Na cidade do interior, uma das prisões foi em flagrante, por ter sido em uma casa de munições de arma de fogo. Em Belo Horizonte, os policiais cumprem mandados em loja de empresa, que fica no oitavo andar de prédio da Rua Espirito Santo, número 616, esquina com Avenida Afonso pena, no Centro da Capital. No Bairro Belvedere, Região Centro Sul de BH, uma residência da Rua Elza Brandão Rodarte, número 81, próxima ao BHShopping, é ‘vasculhada’ na manhã de hoje (9) pela Policia Civil de Minas Gerias. De acordo com PC mineira, há muita documentação para ser periciada nos locais alvos da operação nacional, em Minas.

 

Como funcionava o ‘esquema’

Segundo a polícia, quando o cliente do banco quitava a dívida após contato com a terceirizada, o Banco do Brasil, automaticamente, pagava uma comissão. Só que, em alguns casos, o sistema apresentava inconsistência – uma espécie de erro técnico – e o pagamento tinha que ser feito manualmente por um servidor.

Dessa forma, o banco pagava um valor a mais para a prestadora de serviços e “recebia de volta um valor de propina”, apontou a investigação.

Os policiais civis identificaram que um dos responsáveis por esse pagamento, à época, chegou a receber R$ 4 milhões em créditos ao longo de dois anos. O suspeito foi demitido pelo próprio banco em janeiro. Um outro ex-funcionário também teria recebido R$ 900 mil na conta. A operação foi batizada de Crédito Viciado.

A operação é feita pela Coordenação de Combate ao Crime Organizado (Cecor) e envolve 140 agentes da unidade e de outras delegacias no país.

 

Denúncia

Foi o Banco do Brasil quem denunciou o esquema para a polícia após uma auditoria interna que descobriu o rombo. Com a investigação, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 16 milhões das contas dos suspeitos.

A prisão é temporária e vale por cinco dias. O grupo vai responder pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

Por: Jardel Gama

Fonte: G1 e PCMG