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Os coletes amarelos voltaram a entrar em confronto com a polícia em Paris, na França, na manhã deste  sábado(16) em Paris. Várias lojas foram depredadas

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Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias –  edição Jane Huscher

Os coletes amarelos voltaram a entrar em confronto com a polícia em Paris, na França, na manhã deste  sábado(16) de mobilização. Lojas como Hugo Boss, Lacoste, Nespresso, entre outras, foram destruídas e saqueadas na tradicional avenida Champs-Elysées. O jornal “Le Monde” afirma que 94 pessoas foram detidas.

O conhecido restaurante Fouquet’s, frequentado por políticos, celebridades e turistas, teve os vidros quebrados, as mesas derrubadas e a fachada pichada.

Na avenida Franklin Roosevelt, travessa da Champs-Elysées, uma agência bancária localizada no térreo de um edifício residencial foi incendiada.

O ministro do Interior, Christophe Castaner, denunciou no Twitter que os autores destes atos “não são manifestantes ou agitadores, são assassinos”, e pediu à polícia que respondesse “com a maior firmeza a estes ataques, inadmissíveis”. Entre 7 e 8 mil participam da manifestação, entre eles, cerca de 1,5 mil “ultra-violentos”, segundo ele.

As autoridades franceses estavam cientes que a mobilização deste sábado (16) contaria com a infiltração de ativistas ultraviolentos, inclusive vindos do exterior.

Os incidentes de violência começaram cedo, às 10h30 no horário local (6h30 em Brasília), nas proximidades do Arco do Triunfo. Manifestantes construíram barricadas e atacaram carros da polícia, que reage com bombas de gás lacrimogêneo, de acordo com a Rádio França Internacional (RFI).

Policiais foram atacados com pedras e outros projéteis cortantes. Vários cortejos de coletes amarelos não foram declarados, de acordo com autoridades da área de segurança.

Durante a semana, um militante histórico do movimento, Eric Drouet, disse nas redes sociais que era necessário acabar com o “pacifismo” das manifestações. Drouet, que é motorista de caminhão, convidou “coletes amarelos” de todo o país a se reunir na capital e citou o apoio de militantes que poderiam vir da Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha e Polônia.

Pelo menos 5 mil policiais e seis carros blindados compõem o dispositivo de segurança em Paris. Outras ações estão programadas em Bordeaux, Dijon, Caen e Montpellier.

Depois de semanas em declive, o movimento dos coletes amarelos tenta ganhar um novo impulso. Há semanas não se viam em Paris cenas de saques e confrontos, que lembram as registradas na Champs-Élysées no fim de 2018.

O grande debate nacional lançado pelo presidente Emmanuel Macron para encontrar soluções à crise dos coletes amarelos terminou oficialmente nesta sexta-feira (15). Mas as propostas feitas por milhares de franceses desde janeiro estão sendo processadas e o governo só deve fazer anúncios oficiais nas próximas semanas, segundo a RFI.

Os protestos aconteceram enquanto Macron chegava aos Pirineus com a mulher, Brigitte, para esquiar. “Vou passar dois ou três dias aqui, para recobrar as forças e me reencontrar com a paisagem e amigos”, disse Macron ao jornal regional “La Depeche du Midi”.

O sábado foi marcado por uma série de protestos por diferentes temas na capital francesa.

Em atmosfera bem mais pacífica, 140 ongs promoveram a “Marcha do Século pelo Clima”, partindo da praça do Trocadero. Outros 200 eventos para denunciar a inércia dos dirigentes no combate ao aquecimento global também estavam previstos em todo o país. Os manifestantes cobram do governo respostas à altura dos desafios climáticos e da redução da biodiversidade, de acordo com a RFI.

A Marcha da Solidariedade, também na capital francesa, denuncia a violência policial e o “racismo de Estado”. Por fim, trabalhadores de parques de diversão realizam um protesto por restrições impostas à profissão.

O primeiro protesto, em 17 de novembro, reuniu cerca de 290 mil pessoas. Muitas portavam o colete amarelo fluorescente – item de segurança obrigatório nos veículos franceses –, que acabou virando símbolo da nova onda de protestos.

Desde então, a França enfrentou uma série de bloqueios de rodovias, protestos de motoristas de ambulâncias e manifestações de estudantes secundaristas.

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