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PM, Polícia Rodoviária Federal e empresas de transporte de carga fazem força tarefa contra roubos

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Forças de segurança em Minas Gerais se reuniram nesta quinta-feira (10) para traçar estratégias de enfrentamento ao roubo de cargas no Estado, principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no Vale do Aço e no Triângulo Mineiro. No último ano, o número de crimes nas rodovias mineiras aumentou 50%, segundo a Polícia Militar, que registrou 452 ocorrências em 2017.

O policiamento será intensificado principalmente nas estradas mais visadas por quadrilhas, como a BR-040, em Ribeirão das Neves e Contagem, na Região Metropolitana, a BR-381, em Ipatinga, no Vale do Aço, e BR-262, na região do Triângulo Mineiro. A Grande BH concentra cerca de 26% desses crimes.

Segundo o major Geraldo Cardoso, do Comando de Policiamento Rodoviário da PM, criado no fim de abril, Minas é o terceiro Estado com mais roubos de carga do país. O número elevado se deve ao fato de apresentar a maior malha viária do Brasil, com 38 mil quilômetros de estradas de administração federal e estadual. “Caminhões que vão de norte a sul passam por Minas Gerais”, diz.

Além da PM, participaram da reunião representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Civil, da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg) e da Secretaria de Estado da Fazenda. A intenção é integrar a ação de todos os órgãos, como explica o chefe da seção de operações da PRF em Minas, Márcio Camargos. “O objetivo é integrarmos a troca de informações e capacitarmos conjuntamente nossos agentes para termos ações mais eficazes nas rodovias”, afirma.

Conforme o major Geraldo Camargos, da PM, outra estratégia de prevenção será a organização de palestras e atividades de conscientização sobre medidas de proteção e segurança em empresas de transporte.

A organização prévia é importante porque os militares acreditam que a maior parte dos roubos de carga  é premeditado. “Essas quadrilhas são especializadas e se programam para fazer a abordagem. Não é uma ação de grupos despreparados”.

O major ainda lembra que grande parte das cargas levadas é de eletroeletrônicos, como computadores e celulares, cigarros e itens transportados pelos Correios. “São mercadorias de menor volume e com maior valor agregado, mais fáceis de levar e inserir no mercado. O prejuízo para os consumidores é que esses produtos ficam ainda mais caros no comércio”, observa. Por isso, a força-tarefa também intensificará as ações e deslocará agentes para identificar os receptadores.

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