Notícias

Prisão ou hotel?

  • Nenhum comentário

Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias –  por Jane Huscher

Um esquema de privilégios a presos da operação Lava Jato no CMP (Complexo Médico-Penal), em Curitiba, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e  Polícia Federal. As suspeitas indicam que um grupo seleto formado por políticos, ex-executivos e lobistas, têm acesso a aparelhos de telefone celular, internet, visitas íntimas, alimentação diferenciada, serviços de cozinheiro, segurança e zelador particular. Os presos “especiais“, também são investigados por usar “laranjas” para fazer cursos e trabalhos com o objetivo de reduzir os dias de cárcere.

Uma carta anônima de 47 páginas, escrita à mão e entregue  à força-tarefa da Lava Jato, relatou vários fatos. Ao todo, a carta enumera  27 supostas ilegalidades ou infrações disciplinares – que beneficiariam o grupo.

Antigo Manicômio Judiciário do Paraná, o Complexo Médico-Penal,  é um presídio localizado em Pinhais e possui capacidade para 659 presos,  hoje abriga cerca de 730.

Quando a carceragem da Polícia Federal de Curitiba ficou insuficiente, os presos da lava jato, passaram a ser direcionados para o complexo. Na galeria 6, que hoje abriga 12 presos condenados pela lava jato, alguns são: o ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), o ex-deputado petista André Vargas, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-assessor parlamentar do PP João Cláudio Genu.

Vargas é suspeito de ser o líder do grupo, com poderes de mando dentro do CMP.  Os procuradores  a PF  não comentam as investigações em andamento.

A carta que denuncia várias regalias, diz que presos da Lava Jato “usam celular à vontade” no complexo.

A força-tarefa apura também a “permissão” de visitas íntimas , (no CMP é proibido) para “os Lava Jato”. “Não tem dia, nem hora exata, qualquer dia e qualquer hora pode ser o momento, sempre no horário de expediente, e não necessariamente toda semana”, relata a carta. Além de encontros com as “esposas”, o documento cita a presença de “garotas de programa disfarçadas de advogadas”.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) informou que “desconhece qualquer denúncia contra agentes penitenciários, que supostamente estariam favorecendo presos da Lava Jato”.

agentes cárcere carta celular cozinheiro cursos denúncia disfarçadas garotas ilegalidades infrações investigado investigados laranjas mão políticos portal das gerais privilégios Segurança segurança pública Minas Gerais policia civil MG portal das gerais rede gerais de radio semana suspeitas zelador