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Procuradoria-Geral de Roraima classificou os pedidos de intervenção federal no sistema prisional estadual como “uma medida extrema” e “injustificável”

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Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias –  edição Jane Huscher

A Procuradoria-Geral de Roraima classificou os pedidos de intervenção federal no sistema prisional estadual como “uma medida extrema” e “injustificável”. Segundo o órgão, os problemas carcerários e do sistema socioeducativo estão sendo “equacionados e superados”, com o auxílio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Segurança Pública.

Ao menos duas manifestações favoráveis à intervenção federal no setor foram tornadas públicas ontem (8). A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a intervenção federal por acreditar que o crime organizado domina o ambiente carcerário, impossibilitando a ação do estado. No ofício encaminhado ao presidente Michel Temer, Dodge descreve diversos problemas constatados nos presídios locais, destaca que a situação está à beira de um colapso e sugere uma intervenção até pelo menos o próximo dia 31 de dezembro.

Já o Ministério Público (MP) de Roraima divulgou nota pedindo intervenção federal. No documento, o MP informa que vem monitorando a situação estadual por meio de um grupo criado depois das chacinas da Penitenciária Agrária de Monte Cristo (Pamc), em outubro de 2016 e janeiro de 2017. “Passados quase dois anos das barbáries praticadas dentro da Pamc, nenhuma providência efetiva foi adotada pelo governo estadual para o restabelecimento da ordem no sistema penitenciário”, criticou o MP.

O MP estadual afirma que o governo estadual não tem controle sobre o sistema prisional, dominado pelo crime organizado. Realidade que, segundo o MP, impera também em centros socioeducativos do estado, onde muitos adolescentes são filiados a grupos criminosos.

O pedido da PGR está em processo de análise pelas autoridades federais. Já perto do meio-dia, o governo de Roraima informou que ainda não tinha sido notificado oficialmente dos pedidos. Mesmo assim, a procuradoria-geral estadual refutou a necessidade de tal medida.

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