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Quatro em cada 10 edifícios da capital mineira não possuem AVCB(Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros)

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Portal das Gerais- O seu portal de Segurança Pública e Notícias –  edição Jane Huscher

Pelo menos quatro em cada 10 edifícios em Belo Horizonte não possuem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), segundo estimativas da Comissão de Avaliações e Perícias da Sociedade Mineira dos Engenheiros (SME). O documento só é emitido pela corporação após adequação dos imóveis às normas de segurança contra pânico e fogo.

No fim de semana, o prédio da empresa de tecidos Ematex, no bairro Prado, Oeste de BH, foi destruído por incêndio de grandes proporções. A última documentação protocolada pela firma no Corpo de Bombeiros é de 1994, informaram os militares. O prazo de validade do laudo, no entanto, é de cinco anos.

Conforme especialistas, a ausência do auto de vistoria ou a apresentação do registro com prazo vencido é mais comum do que se imagina. Atingida por incêndio nessa segunda-feira (11), a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em Ouro Preto, região Central do Estado, também estava com o documento expirado.

Professor da Escola de Arquitetura da UFMG, Paulo Gustavo Von Krüger afirma que a maioria dos responsáveis pelos imóveis não possui a cultura da autopreservação. “As pessoas nunca acreditam que um desastre vai acontecer e não renovam o documento. O que aconteceu no prédio da Ematex é extremamente corriqueiro”.

Kleber Martins, presidente da Comissão de Avaliações e Perícias da SME, explica que, nas vistorias prediais realizadas pelo órgão, muitos síndicos sequer sabem o que é o documento emitido pelos Bombeiros.

Nem mesmo bairros de classe alta, como Belvedere, em BH, e Vila da Serra, em Nova Lima, estão livres do problema. “A gente fica boquiaberto porque são pessoas instruídas, com alto poder aquisitivo, mas que não sabem desse risco”, diz Kleber.

Major do Corpo de Bombeiros, Marcus Vinícius de Santana Maia explica que a não adequação às normas estabelecidas pela corporação pode gerar penalidades: de advertências por escrito até a interdição total do prédio.

*com informações Bruno Inácio

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